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Física e tecnologia na escola

Publicado: Quinta, 13 de Abril de 2017, 14h02 | Última atualização em Segunda, 17 de Abril de 2017, 18h16 | Acessos: 269

Projeto leva ciência para alunos do ensino médio

Cosmologia e energia renovável estão entre os temas das palestras ministradas
imagem sem descrição.

Por Amanda Nogueira Fotos Acervo da Pesquisa

O Projeto de extensão “Física e Tecnologia para a Escola” (Fisescola), do Instituto de Ciências Exatas e Naturais da UFPA, funciona há 12 anos e tem entre seus objetivos estimular jovens do ensino médio a ampliarem seus conhecimentos sobre Física e Tecnologia. Atualmente, o projeto, coordenado pelos professores Petrus Alcantara Junior e Luís Carlos Bassalo Crispino, apresenta aos estudantes as descobertas da Física nos séculos XX e XXI e os seus avanços tecnológicos, além de abordar a Física Clássica de forma mais dinâmica e atraente.

Criado em 2004, o projeto possuía poucos recursos e não contava com computadores e projetores. “Por conta disso, nós resolvemos conseguir recursos para montar um pequeno acervo para o projeto”, revela Crispino. Nesse primeiro ano, todas as palestras foram ministradas no Colégio Paes de Carvalho. Em 2005, passou a funcionar em outras escolas. O Fisescola foi crescendo a cada ano, aumentando o número de pessoas beneficiadas e passou a contar com bolsistas. Em 2007, o projeto garantiu o transporte para que alguns alunos pudessem assistir às palestras na UFPA.

Segundo os coordenadores, o tema das palestras é escolhido pelos palestrantes, tendo como única exigência que a linguagem seja acessível. “As palestras têm relação com as nossas áreas de pesquisa”, explica Petrus. “São palestras com diferentes temas. Alguns são extremamente teóricos; outros são mais ‘pé no chão’”, acrescenta Crispino.

Em 2011, o projeto possibilitou o acesso dos alunos a duas palestras feitas por ganhadores do Prêmio Nobel. “Esse foi um ano muito especial. As palestras foram um sucesso, com tradução simultânea e, o Centro de Convenções Benedito Nunes lotado”, relembra o professor Crispino. O próximo passo foi chegar às escolas privadas.

Dificuldade é achar tempo livre na agenda escolar

Um dos obstáculos encontrados pelo Fisescola é a dificuldade em marcar os seminários em alguns colégios. “Não é fácil. Às vezes, levamos meses para realizar uma palestra em uma nova instituição”, lamenta o professor Luís Carlos Crispino. As instituições alegam ter uma agenda cheia, daí a dificuldade em encontrar uma data livre.  
Procurando garantir previamente a presença dos alunos nas palestras, algumas escolas precisam oferecer pontos extras aos alunos ou associar o seminário ao vestibular.

“Uma das primeiras perguntas feitas nas escolas é: “Vocês vão explorar os assuntos do ENEM?”, relata Crispino. Ele critica esse comportamento e garante que os alunos acabam se interessando pelas exposições, principalmente pelas novidades apresentadas. “Devido ao nosso vínculo com a Academia, por vezes, temos acesso a informações e conteúdos mais restritos, como imagens realizadas por equipamentos, instrumentos, satélites etc., que uma pessoa comum não possui”, afirma o professor.

A falta de uma programação complementar é perceptível tanto em instituições públicas quanto nas instituições privadas. “Temos uma falha pedagógica na formação dos alunos, não se estimula o conhecimento, mas sim a obtenção de um resultado”, adverte o coordenador Petrus Alcantara.

A ausência desse conteúdo complementar é causada pela preocupação excessiva com o vestibular. “Os pais precisam perceber que, ao permitir uma formação mais ampla, você está investindo para que seu filho seja um profissional melhor, mais capacitado e, consequentemente, de maior valor”, acrescenta Crispino.

Diferentemente do que é vivenciado nas instituições de ensino tradicionais, nas quais os alunos reclamam de aulas repetitivas e desgastantes, os palestrantes relatam que a recepção dos estudantes é excelente. “Eu vejo o brilho nos olhos deles durante e depois das palestras”, relata Petrus Alcântara.

De acordo com os coordenadores, o Fisescola é uma contribuição para apresentar a Ciência de uma forma dinâmica e combater a falta de interesse na formação científica  dos jovens paraenses.  “Conhecer a Ciência não deve ser um privilégio de um cientista, mas sim de todo cidadão”, conclui Petrus.

Saiba Mais: http://www.fisescola.ufpa.br/

Ed.136 - Abril e Maio de 2017

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