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Educação ambiental nas escolas

Publicado: Quarta, 04 de Outubro de 2017, 15h31 | Última atualização em Quarta, 04 de Outubro de 2017, 19h08 | Acessos: 300

Jogo eletrônico discute questões ambientais no ensino fundamental

Por Amanda Nogueira Fotos Acervo do Pesquisador

Procurando conscientizar crianças sobre os problemas ambientais, alunos do Bacharelado em Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Pará, no Campus Ananindeua, criaram o jogo educativo Sábio. Ele foi pensado como um recurso didático para ser utilizado por professores do ensino fundamental, como facilitador para discussão de questões ambientais.

Orientada pela professora Eliene Lopes, a equipe, formada por Verena Ribeiro, Beatriz Veras, Francisco Costa, Levi Pacheco e Ney Cristina Oliveira, desenvolveu o jogo como atividade final para o projeto integrado das disciplinas Ciência Ambiental, Metodologia da Pesquisa Científica e Tecnológica e Introdução à Ciência e Tecnologia. “Os estudantes associam os conhecimentos dessas disciplinas e selecionam os temas de suas pesquisas conforme suas aptidões e interesses”, explica a professora.

O Sábio tem como objetivo alertar sobre a importância de preservar o meio ambiente com ações do cotidiano. “Estávamos estudando Ciência Ambiental, a poluição do solo e das águas, quando tivemos a ideia de utilizar esse conhecimento para criar o jogo”, afirma a aluna Verena Ribeiro. De acordo com Verena, o Sábio possui esse nome porque a sua missão é transmitir sabedoria. “Também esperamos que o jogo contribua para mostrar o potencial dos alunos do Bacharelado em Ciência e Tecnologia, proporcionando oportunidades de estágios e trabalhos futuros”, afirma a professora Eliene.

O jogo é composto por quatro fases, nas quais o jogador precisa vencer os inimigos e, ao final de cada etapa, recebe uma mensagem com informações ambientais relacionadas à região do Pará. Além das fases, o jogo possui uma aba que ensina como fazer a coleta seletiva: indica as cores correspondentes a cada material e onde descartar cada um deles. O jogo, que já foi apresentado no Encontro de Ciência e Tecnologia do Campus Ananindeua, está disponível para download gratuito na Google Play e na Chrome Web Store, podendo ser usado em qualquer tipo de computador.

Cenários conhecidos tornam a interface mais atraente

A aluna Verena Ribeiro foi a responsável pelo desenvolvimento do jogo. “Fiquei com a parte do desenvolvimento porque eu já tinha experiência na área de tecnologia. Cada componente da equipe foi responsável por elaborar uma fase”, explica a estudante. Para definir o nível de dificuldade de cada fase, a equipe contou com a colaboração da pedagoga Janise Viana, também do Campus Ananindeua.

As fases possuem como cenários locais conhecidos por seus problemas ambientais. “Na primeira fase, mostramos Paragominas, que já foi o município com mais desmatamento da Região Norte. Os inimigos dessa fase são o fogo e os tratores que desmatam as florestas”, explica Verena. A segunda fase tem como tema a poluição do ar. O cenário é a Avenida Nazaré, com seu trânsito intenso. Nessa fase, o jogador precisa vencer o dióxido de carbono (CO2) que sai dos veículos. A terceira fase aborda a poluição do solo, e o cenário escolhido foi a Feira do Paar. Aqui, os inimigos são o chorume e os ratos associados ao lixo. Por fim, na última e mais difícil fase, o jogador precisa combater os detritos presentes na água de Outeiro.

O Sábio foi testado em uma visita à Escola Rainha da Paz, em Belém, com um grupo de 17 alunos, com idades entre 9 e 11 anos. A equipe teve a possibilidade de apresentar o jogo para as crianças e exibir um vídeo sobre conscientização ambiental. “A receptividade foi muito boa, pois as crianças já possuíam uma noção sobre reciclagem e alguns problemas ambientais”, afirma Verena Ribeiro.

“Um dos principais resultados do trabalho é a certeza de que os estudantes envolvidos nesse projeto se tornaram mais conscientes do seu potencial como agentes de transformação social”, afirma a professora Eliene Lopes. A equipe pretende expandir e atualizar o jogo para introduzi--lo em outras escolas.

Ed.139 - Outubro e Novembro de 2017

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