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População apresenta hipovitaminose D

Publicado: Quinta, 11 de Março de 2021, 21h35 | Última atualização em Terça, 20 de Abril de 2021, 11h01 | Acessos: 1102

Níveis baixos de 25(OH) D levam ao aumento de peso e à perda de massa óssea 

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Por Adrielly Araújo Foto Rafaela André

A vitamina D é um pró-hormônio descrito como um importante regulador do metabolismo ósseo. Recentemente, também foi reconhecido por seu papel no sistema imunológico.

A principal fonte de produção da vitamina D se dá por meio da exposição solar, pois os raios ultravioletas do tipo B (UVB) são capazes de ativar a síntese dessa substância, representando 90% da quantidade da vitamina que deve estar presente no corpo humano. Os outros 10% podem ser alcançados pela ingestão da Vitamina D2 (fonte vegetal) e Vitamina D3 (fonte animal).

Alguns alimentos, especialmente peixes gordos (salmão, atum e sardinha), são fontes ricas dessa vitamina. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a síntese cutânea ocorre após a exposição solar, que deve ser realizada por 5 a 10 minutos, todos os dias.

É uma questão de saúde pública o reconhecimento dos níveis de 25(OH) D (fórmula usual de dosagem da vitamina) sanguíneos na população e os possíveis fatores que influenciam esses níveis (como sexo, idade, peso, entre outros), para decidir quais indivíduos poderiam se beneficiar da suplementação vitamínica.

No contexto da pandemia da Covid-19, cuja característica principal é a infecção respiratória, notou-se que níveis adequados de vitamina D auxiliam na redução dos riscos de evolução da doença. Porém, em virtude da limitação de informações, é necessário cautela para considerar o uso da vitamina D como medida preventiva de infecções no geral.

Foi observando a necessidade de trabalhos nessa área que a pesquisadora Natércia Neves Marques de Queiroz realizou o estudo Níveis de vitamina D na Região Norte do Brasil: Dados de um estudo de base populacional (Vidamazon). A tese foi apresentada no Programa de Pós-Graduação em Oncologia e Ciências Médicas (PPGOCM) do Núcleo de Pesquisas em Oncologia da UFPA, com orientação do professor João Soares Felício.

Coleta de dados envolveu diferentes faixas etárias

O estudo surgiu no grupo coordenado pelo professor João Soares Felício, que investiga o assunto há alguns anos. Primeiramente, foram analisadas as ações da vitamina D no controle glicêmico de pacientes com diabetes mellitus tipo 1, o que levou à necessidade de se saber qual seria a prevalência de deficiência de vitamina D e a média encontrada em estudo populacional na nossa região.

Foram coletados dados de 25(OH) D, creatinina, glicose plasmática, PTH intacto (um hormônio que está relacionado com o eixo fisiológico da vitamina D), cálcio ionizado, albumina e transaminases, de um total de 31 mil indivíduos de ambos os sexos e de diferentes faixas etárias que realizaram dosagem de vitamina D no Laboratório Amaral Costa. A Vitamina D foi dosada por meio do Imunoensaio total de quimioluminescência.

A média de vitamina D na população foi 29,1 ± 8,2 ng/mL. Os dados mostraram que a hipovitaminose D (deficiência) esteve presente em 10% dos indivíduos (3.140), de acordo com os critérios do Instituto de Medicina, ou/e em 59% deles (17.847), de acordo com os critérios da Endocrine Society. Apesar de uma prevalência importante de hipovitaminose D, esses dados apontam baixa prevalência dessa alteração quando comparados a estudos em outras populações.

“Os nossos dados sobre o PTH corroboram a existência da classificação em insuficiência da vitamina proposta pela Endocrine Society, que divide a hipovitaminose D em duas categorias: uma chamada de deficiência (<20ng/ml) e outra de insuficiência (20-29,9 ng/mL)”, explica Natércia Neves Marques de Queiroz.

A repercussão clínica mais estudada da hipovitaminose D é a redução de absorção de cálcio e o aumento do PTH, culminando com uma possível perda de massa óssea e fraturas. Por se tratar de um estudo de média populacional, não se pode dizer que o resultado é positivo ou negativo.

Os dados também indicam que níveis baixos de vitamina D têm associação com IMC elevado, sugerindo que o aumento de peso pode estar relacionado com níveis mais baixos de vitamina D. “Por limitações do próprio estudo, não avaliamos o tempo de exposição solar e a ingestão diária da vitamina pela população participante, importantes fatores que afetam os níveis da vitamina D no corpo”, conclui a autora do estudo.

Beira do Rio edição 158

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