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UFPA confirma liderança no Norte

Publicado: Quarta, 21 de Junho de 2017, 14h10 | Última atualização em Quarta, 21 de Junho de 2017, 17h41 | Acessos: 10388

Universidade oferta 86 Programas de Pós-Graduação Strictu Sensu

Equipamentos de difração e fluorescência de raio-x para análises de caracterização de materiais utilizados pelos alunos da pós-graduação da UFPA.
imagem sem descrição.

Por Walter Pinto Foto Adolfo Lemos

Os indicadores da pós-graduação não deixam dúvida quanto ao protagonismo científico da UFPA no Pará e na Região, a qual  conta com 86 programas de pós-graduação stricto sensu, o maior número entre as instituições de ensino e pesquisa da Amazônia. São 121 cursos, distribuídos por 40 doutorados, 58 mestrados acadêmicos e 23 mestrados profissionais. 

De acordo com os resultados da última avaliação trienal da Capes, dois programas de mestrado e de doutorado apresentam nota 6, atribuída a cursos de excelência, com padrão internacional (Genética e Biologia Molecular e Geologia e Geoquímica); cinco apresentam nota 5: Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários; Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido; Engenharia Elétrica, História; Psicologia (Teoria e Pesquisa do Comportamento).

Um importante aspecto é que a pós-graduação não está apenas na capital. Dos 86 programas da UFPA, 12 estão em campi do interior do Estado, sendo que, em três, há oferta de doutorado: em Bragança (Biologia Ambiental) e em Castanhal (Ciência Animal e Saúde Animal na Amazônia). A maior universidade pública da Amazônia possui 4.142 alunos matriculados no mestrado e 2.166, no doutorado.

Entre os indicadores da produção científica de pesquisadores da UFPA, o número de artigos publicados em revistas científicas indexadas vem crescendo progressivamente. Nos últimos cinco anos (2012-2016), foram 4.014 artigos, com 13.646 citações, o que equivale a uma média de 3,4 citações por artigo. Esses dados são obtidos dos principais repositórios de publicações científicas, como o Scopus e o Web of Science, disponíveis no Portal de Periódicos da Capes.

Outro importante indicador da relevância da produção científica de uma instituição é o seu número de bolsistas de Produtividade em Pesquisa (PQ) do CNPq. Das 288 bolsas PQ na Região Norte, 187 estão no Pará e, destas, 150 são de pesquisadores da UFPA, números equivalentes a 52% da Região e 80% do Estado. Esses dados podem ser obtidos no Portal do CNPq (http://cnpq.br/bolsistas-vigentes/). Adicionalmente, no resultado do último Edital Universal do CNPq (2016), dos 216 projetos aprovados na Região Norte, 77, cerca de 35%, são da UFPA.

Programa de Acompanhamento garante qualidade

“Em termos amazônicos, o quadro da pós-graduação da nossa universidade é grande e muito abrangente. A UFPA é a maior instituição pública de ensino e pesquisa da Região, vem formando recursos humanos em diferentes áreas do conhecimento, assim como desempenha, sem dúvida, um importante papel para o contexto regional”, analisa Rômulo Simões Angélica, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação. “A pós-graduação ainda tem que crescer na UFPA, porque há áreas em descoberto, com grande potencial para abertura de novos cursos”, ressalta.

Nos últimos oito anos, o número de cursos de pós-graduação praticamente dobrou na UFPA, passando de 59, no final de 2009, para os atuais 121. “Foi um período muito favorável para nós. Mas, nos últimos dois anos, já se observa uma diminuição no percentual de cursos novos aprovados pela Capes, em todo o Brasil”, explica o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, arrematando, porém, “que a UFPA não pode parar de continuar pensando em crescimento e em melhorias de qualidade”.

Dessa forma, a UFPA busca efetivar programas de qualificação inovadores, como o Programa de Acompanhamento dos Programas de Pós-Graduação, instituído pelo professor Emmanuel Tourinho, no final de 2010, quando ainda era pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação. Trata-se de um programa de adesão voluntária, por meio do qual os programas recebem visitas periódicas de avaliadores externos, professores de outras IFES, com experiência no sistema de avaliação da Capes, para fazer o acompanhamento deles.

“O programa funciona como uma empresa que contrata uma consultoria para avaliar seus números e indicadores. Após a análise, o avaliador propõe metas com a finalidade de melhorar a nota do programa. Um ano depois, o avaliador retorna para ver se as metas foram cumpridas. Foi em função do Programa de Acompanhamento que 16 programas de pós-graduação da UFPA subiram de nota na última avaliação trienal (2010-2012)”, explica Rômulo Angélica. A partir de 2013, a avaliação da Capes passou a ser quadrienal (2013-2016), sendo que, este ano, acontecerá a avaliação referente a este último período, cujos resultados devem ser divulgados até o final do ano.

Geociências: pioneirismo e padrão de excelência

A história da pós-graduação na UFPA começou em 27 de fevereiro de 1973, quando o Conselho Universitário criou o curso de Pós-Graduação em Geofísica, nos níveis de mestrado e de doutorado, conforme consta na Resolução Nº 162. Dois anos depois, uma nova resolução aprovou a criação do curso de Ciências Geofísicas e Geológicas, nos níveis de aperfeiçoamento, especialização, mestrado e doutorado, encampando o curso já existente. 

Coube a Sônia Dias Cavalcanti Guerreiro defender a primeira dissertação da UFPA, em 13 de agosto de 1976, que teve por título Tratamento quantitativo de anomalias de potencial espontâneo. A primeira banca da UFPA foi formada por José Seixas Lourenço, orientador, e pelos professores Herberto Gomes Tocantins Maltez e Augusto César Bittencourt Pires.

Foi o início de uma pós-graduação que vem mantendo padrões de excelência, tendo muito se valido da cooperação internacional com pesquisadores de diferentes países, principalmente, naquele início, com a Alemanha, mas logo viria a se consolidar como uma referência na área de Geociências em todo o Brasil.

Cooperação – Em maio passado, a UFPA e o governo do Estado inauguraram o Laboratório da Qualidade do Leite, no Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá (PCT-Guamá), o primeiro laboratório do gênero no Norte. Permitirá análises de leite mais rápidas e eficientes, ajudando no controle e na certificação da matéria-prima produzida no Pará. Durante a inauguração, o reitor Emmanuel Tourinho ressaltou que o PCT-Guamá é uma estrutura que permite a interação mais intensa da expertise acadêmica e científica com o setor industrial do Estado, favorecendo o desenvolvimento de negócios que podem gerar renda e riqueza, aproveitando todo o potencial da UFPA.

“Atualmente, a UFPA possui 525 grupos de pesquisa cadastrados no Diretório de Pesquisa do CNPq. Isso nos dá uma grande possibilidade de captação de aporte financeiro que garante a aquisição de equipamentos para nossos laboratórios”, informa Germana Araújo Sales, diretora de Pesquisa da Propesp. Mas as carências regionais são imensas e os desafios da pesquisa exigem novas estratégias, como a intensificação da cooperação com empresas.

O pró-reitor de Pesquisa da UFPA, geólogo de formação, aponta a sua área, a mineração, como uma das que precisam mudar a base produtiva. “Na Amazônia, ainda não superamos a fase extrativista, da exploração e da simples exportação do minério bruto. Precisamos avançar mais em termos de beneficiamento e de transformação mineral, gerando mais empregos e renda na região. Precisamos de mais estudos, pesquisas e financiamentos. Isso é válido também para outras áreas, como as ligadas à biodiversidade”, afirma Rômulo Simões Angélica. Criatividade e interação com novos parceiros, entre os quais as empresas, estão na ordem do dia na UFPA.

Ed.137 - Junho e Julho de 2017

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