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Publicações de qualidade

Publicado: Terça, 20 de Junho de 2017, 14h26 | Última atualização em Segunda, 26 de Junho de 2017, 16h40 | Acessos: 3255

Com obras inéditas e reedições, Editora promove a excelência acadêmica

A Coleção Diálogos de Platão é um dos grandes sucessos da nova fase.
imagem sem descrição.

Por Walter Pinto Foto Alexandre Moraes

Quando a Universidade Federal do Pará publicou, em 1963, os dois volumes de História do Pará, o historiador Ernesto Horácio da Cruz já era um autor consagrado. Havia publicado 23 livros, entre os quais reluziam os premiados Procissão dos séculos (1952) e Estrada de Ferro de Bragança (1955). Aliás, o próprio História do Pará, publicado pela UFPA, acrescentaria mais um prêmio à carreira de Ernesto Cruz, o Dom Macedo Costa, concedido pela Assembleia Legislativa do Pará.

A Universidade não tinha uma editora, mas o reitor José da Silveira Netto deu o apoio necessário para que História do Pará fosse publicado na Imprensa Nacional, no Rio de Janeiro. Eis aí a gênese da história editorial da UFPA, um começo assinalado por uma marca de qualidade, a Coleção Amazônica, da qual o 24º livro de Ernesto Cruz se tornou obra inicial.

Segundo o historiador Artur Cezar Ferreira Reis, a Coleção Amazônica foi “imaginada pelo reitor, que teve a bondade de confiar-me para coordená-la utilizando um planejamento que permite a edição e reedição do que é fundamental para o conhecimento do ontem e do hoje, da terra e dos homens paraenses”. Isso posto, criou-se a Série José Veríssimo, selo indissociável da coleção, coordenado pela professora Maria Anunciada Chaves, e deu-se início à editoração do que se entendeu por “fundamental para o conhecimento do ontem e do hoje, da terra e dos homens paraenses”.

Até então, a Coleção Amazônica, criada na gestão de José da Silveira Netto (1960 - 1969), reorganizada e ampliada na gestão de Aloysio Chaves (1969 - 1973), por meio da Resolução Nº 31, de 8 de julho de 1971, era a única linha geral de publicação da Editora. A Coleção Amazônica cumpriu o importante papel de reeditar obras raras, esgotadas e títulos inéditos sobre a Amazônia, em diferentes áreas do conhecimento.

Embora tenha cumprido esse papel importante, por meio da Coleção Amazônica e dos muitos livros que editou nas décadas seguintes, a UFPA conviveu com os dois principais problemas enfrentados pelas editoras universitárias brasileiras, apontados por Plínio Martins Filho, editor-presidente da Edusp por 25 anos: “a inexistência de uma política editorial consistente e de um sistema de seleção orientado por critérios claros e objetivos”. No entanto, ainda segundo Martins Filho, essas dificuldades não impediram as editoras universitárias de caminhar.

Processo de modernização teve início em 2009

A partir de julho de 2009, no reitorado de Carlos Maneschy, a Editora da UFPA deu início ao reordenamento de suas bases de funcionamento, sob a direção de Simone Neno. O trabalho de renovação vem sendo desenvolvido em duas frentes. Numa, busca-se dinamizar a interação de forma mais eficiente e profissional com os pesquisadores e potenciais autores, responsáveis diretos pelas contribuições intelectuais da Universidade à sociedade; na outra, busca-se modernizar e tornar mais ágeis os processos de gestão.

Desta forma, desenvolveu-se uma nova política editorial integrada aos objetivos institucionais de promoção da excelência acadêmica. Buscou-se também maior eficiência na divulgação e na comercialização das obras. Em 2010, ocorreu a formalização da operação de venda com a implantação da nota fiscal e a opção de venda por meio de cartão de crédito.

Além da constituição de um novo Conselho Editorial, integrado por pesquisadores de várias áreas do conhecimento, a ed.ufpa, novo nome adotado para a editora, também redefiniu e modernizou as linhas de publicação.

Com a reformulação das linhas editoriais, Diálogos de Platão, o mais importante empreendimento editorial da ed.ufpa, que integrava a Coleção Amazônica (Série Farias Brito), passou à condição de coleção própria, ganhou edição revisada e bilíngue. Nove dos 18 volumes já foram publicados.

Em 2015, também foi criada a Coleção Max Martins Poesia Completa, que reeditará a obra desse grande poeta paraense. Dos planejados onze volumes (sendo um deles inédito), sete já foram publicados, dois deles já na gestão do reitor Emmanuel Tourinho, que, assim, dá seguimento ao projeto, assegurando-o até a sua conclusão, prevista para 2019.

Além da Coleção Diálogos de Platão, foram criadas 17 séries, dirigidas a públicos variados, sobre assuntos diversos, de interesse acadêmico e cultural. A série Amazônica foi mantida com o seu objetivo original. A preocupação com a memória da região e da Instituição suscitou a criação das séries Memória da Amazônia e Memória da UFPA, a primeira tem por objetivo promover o debate sobre a construção social da memória da região; a segunda traz trabalhos dedicados ao registro histórico e visual do percurso e das realizações da UFPA.

Novo catálogo traz livros premiados, inéditos e reedições

O novo catálogo da ed.ufpa traz duas obras vencedoras do Prêmio Benedito Nunes, criado pela UFPA como estímulo à produção intelectual de pesquisadores das áreas de Humanidades, Letras e Artes: Tramas do cotidiano: religião, guerra e negócios no Grão-Pará dos setecentos, de José Alves de Souza Júnior (2012), e Antropologia e filosofia: experiência e estética na literatura e no cinema da Amazônia, de Relivaldo Pinho (2015).

Dois finalistas do Prêmio Jabuti de 2013 e 2014 estão no catálogo de livros editados pela ed.ufpa. São eles: A questão da habitação em municípios periurbanos na Amazônia, organizado por Joana Valente, Anna Carolina Holanda e Aldebaran Farias de Moura, e Psicologia e políticas sociais: temas em Debate, organizado por Isabel Oliveira e Oswaldo Yamamoto. Duas obras não ficcionais de José Saramago, inéditas no Brasil, foram publicadas em coedição com a Fundação José Saramago: Da Estátua à Pedra e Discursos de Estocolmo, e Democracia e Universidade.

Conflitos sociais e a formação da Amazônia, de Marianne Schmink e Charles Wood, que se constitui no maior sucesso editorial da ed.ufpa depois de Diálogos de Platão, será reeditado até o final de 2017. O livro traz apresentação de Lúcio Flávio Pinto e realiza uma interpretação inteiramente nova sobre o triângulo formado por Marabá, Conceição do Araguaia e São Félix do Xingu, áreas tradicionalmente marcadas por conflitos de terra.

Programado para ser publicado em 2018, há o inédito de Vicente Salles, Traços & troças: o desenho de crítica e humor no Pará. A ed.ufpa também prepara as reedições de Cabanagem – a revolução popular da Amazônia, de Pasquale Di Paolo, e do clássico Motins Políticos, de Domingos Antônio Rayol, ambas organizadas pela historiadora Magda Ricci. O livro de Rayol ganhará uma edição revista, em cinco volumes e com elaboração de um novo sumário mais direto e preciso para a localização imediata dos temas de cada capítulo.

Ed.137 - Junho e Julho de 2017

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