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Intercâmbios e outras experiências

Publicado: Terça, 20 de Junho de 2017, 14h45 | Última atualização em Segunda, 26 de Junho de 2017, 16h30 | Acessos: 1868

UFPA tem 60 acordos vigentes com mais de 20 países

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Por Amanda Nogueira Ilustração Priscila Santos

Nos últimos anos, a Universidade Federal do Pará tem procurado intensificar as trocas culturais e científicas com outros países por meio de programas e políticas de cooperação internacional. Para o pró-reitor de Relações Internacionais, Horacio Schneider, a internacionalização tem como objetivo reduzir barreiras entre povos e nações, por meio do desenvolvimento científico, tecnológico, social e cultural.

Para promover e incentivar o compartilhamento de conhecimento, a UFPA vem, ano após ano, investindo na mobilidade acadêmica. São vários programas que possibilitam a troca de experiências, elaboração de projetos de pesquisa conjuntos, mobilidade de docentes, técnicos e estudantes, desenvolvimento de cursos de graduação ou de pós-graduação com dupla titulação ou com cotitulariedade, entre outros.

Atualmente, a UFPA conta com cerca de 60 acordos internacionais vigentes com diversas instituições de mais de 20 países. “O contato com universidades e instituições de ensino ao redor do mundo é extremamente importante. É para mediar essas relações que os acordos ou convênios são firmados”, explica Horacio Schneider. Esses acordos ou convênios internacionais são instrumentos utilizados para formalizar a parceria entre duas ou mais instituições de países diferentes. Por meio deles as universidades manifestam a intenção de desenvolver projetos conjuntos e promover o intercâmbio de estudantes, professores e técnicos, buscando a troca de experiências e informações.

A Universidade também recebe, anualmente, alunos estrangeiros pelos programas de intercâmbio. Um dos mais importantes é o Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), que oferece aos estudantes de países em desenvolvimento a oportunidade de cursar, gratuitamente, uma graduação no Brasil. No período 2012-2016, a UFPA recebeu 122 estudantes, sendo a maioria oriunda de países africanos, tais como Cabo Verde (31), Guiné-Bissau (22), Congo (17), São Tomé e Príncipe (13), Angola (10), Benin (7).

Vivência traz nova perspectiva para professor e alunos

Bruno Santos Corrêa foi o primeiro aluno do Campus Universitário de Abaetetuba a realizar um intercâmbio. Bruno passou seis meses estudando em Portugal pelo Programa Erasmus Mundus, durante sua graduação em Engenharia Industrial. “Desde que entrei na faculdade, eu estava focado nos meus objetivos, e o intercâmbio era um deles. Eu entrava no site da Prointer para ver em quais programas poderia me inscrever e procurava me dedicar para conseguir boas notas”, lembra o engenheiro.

Atualmente, Bruno faz Mestrado em Engenharia Química na UFPA e conta que sua intenção sempre foi aplicar na Universidade o conhecimento que adquiriu em outro país.  Para ele, o intercâmbio foi a sua melhor experiência acadêmica. “O intercâmbio acrescentou muito, eu passei a ver as coisas de outra forma”, garante.

O estudante do último ano de Direito da UFPA Sergie Andrei Gerrits Arruda teve a chance de experimentar dois intercâmbios. Sergie passou seis semanas na Alemanha e três semanas na China. “Cada intercâmbio teve a sua peculiaridade, e as duas experiências foram fantásticas”, revela. Para o estudante, o mais complicado foi lidar com os idiomas estrangeiros. “Alemão é uma língua muito difícil, por isso demorei a acompanhar as aulas. Na China, as aulas eram em inglês, mas eu estudei um pouco de mandarim para ter um conhecimento básico”, afirma. Para Sergie, o intercâmbio é algo que todos deveriam vivenciar, pois é um bônus curricular que possibilita outras oportunidades.

A UFPA também estende essa oportunidade para os seus professores. Juliano Pamplona Ximenes Ponte, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, passou 30 dias na China, nas universidades públicas de Xangai e Pequim. Para ele, um dos pontos mais positivos foi a estrutura do ambiente universitário chinês. “A estrutura de laboratórios e a relação com o assessoramento governamental são formas nítidas de apropriação do conhecimento produzido nas universidades, em aplicação direta nas demandas nacionais. São fatores a serem incorporados no Brasil”, reconhece.

Ed.137 - Junho e Julho de 2017

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